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Revista oficial da Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia ASBAI

Brazilian Journal of Allergy and Immunology (BJAI)

Fevereiro 2016 - Volume 4  - Número 1

Editorial

1 - Mecanismo de ação da terapia com omalizumabe na urticária crônica espontânea: há um papel para autoimunidade?

Mechanism of action of the therapy with omalizumab in chronic spontaneous urticaria: is there a role for autoimmunity?

Luisa Karla de Paula Arruda, MD, PhD; Juliana Augusta Sella, MD; Thais Nociti Mendonça, MD; Janaina Michelle Lima Melo, MD, PhD; Mariana Paes Leme Ferriani, MD, PhD

Braz J Allergy Immunol. 2016;4(1) :1-8

PDF Português

ARTIGO ESPECIAL

2 - O que há de novo na urticária crônica espontânea?

What is new in chronic spontaneous urticaria?

Solange Oliveira Rodrigues Valle, MD, PhD; Antônio Abílio Motta, MD, PhD; Claudia Soïdo Falcão do Amaral, MD, MSc; Luis Felipe Chiaverini Ensina, MD, MSc; Márcia Carvalho Mallozi, MD, PhD; Maria das Graças de Melo Teixeira Spengler, MD; Maria Fernanda Ferraro, MD, PhD; Mário Cezar Pires, MD, PhD; Maurício Martins, MD, MSc; Nelson Guilherme Bastos Cordeiro, MD, MSc; Alfeu Tavares França, MD, PhD

Braz J Allergy Immunol. 2016;4(1) :9-25

Resumo PDF Português

A urticária crônica espontânea (UCE) é a forma mais frequente das urticárias crônicas (UC) e ocasiona um grande impacto negativo na qualidade de vida dos pacientes e seus familiares. A patogênese da UC é complexa e não está totalmente esclarecida. Entretanto, houve um grande avanço na última década em relação ao mecanismo de ativação dos mastócitos, que são as células que desempenham papel central na fisiopatologia da doença. Na maioria dos casos, a história clínica completa e o exame físico são considerados suficientes para fazer o diagnóstico da UCE, a menos que a história sugira a necessidade de outros exames. Além disso, os médicos precisam estar atentos para os potenciais diagnósticos diferenciais. Uma variedade de ferramentas e questionários está disponível para auxiliar os médicos no diagnóstico e monitoramento dos pacientes com UC. O principal objetivo do tratamento é o controle dos sintomas. Os anti-histamínicos de segunda geração nas doses habituais são recomendados como tratamento de primeira linha. Entretanto, pacientes que são refratários às doses habituais podem necessitar do aumento da dose. Ainda assim, muitos apresentam sintomas de urticária. Nestes casos, recomenda-se adicionar outros medicamentos, como o montelucaste, ciclosporina e omalizumabe. Entre esses mencionados acima, o omalizumabe é o único licenciado para o tratamento da UCE. Neste artigo, revisamos as principais e atuais publicações sobre a urticária crônica espontânea.

Palavras-chave: Mastócitos, angioedema, urticária, qualidade de vida.

Artigo de Revisão

3 - Adaptação transcultural e validação de questionários na área da saúde

Cross-cultural adaptation and validation of health questionnaires

Sérgio Duarte Dortas Junior, MD, MSc; Omar Lupi, MD, PhD; Gabriela Andrade Coelho Dias, MD, MSc; Manuela Boleira Sieiro Guimarães, MD, MSc; Solange Oliveira Rodrigues Valle, MD, PhD

Braz J Allergy Immunol. 2016;4(1) :26-30

Resumo PDF Português

Um bom questionário para avaliação da evolução de uma enfermidade deve gerar respostas válidas, ser bem aceito pelos entrevistados e motivar a participação e o fornecimento das informações desejadas. Em virtude do crescente número de ensaios clínicos multicêntricos, há necessidade de se desenvolver medidas específicas para utilização em países cujo idioma não é o inglês. Como diferenças culturais importantes podem estar presentes, essas medidas podem ser elaboradas de duas formas: desenvolver uma nova medida, ou traduzir e adaptar culturalmente uma medida previamente validada em outro idioma. A adaptação cultural de um instrumento é menos onerosa e requer menor tempo para obtenção de uma medida comum para pesquisa do status da doença, além de proporcionar comparações entre grupos culturais diferentes. A adaptação de um questionário para uso em uma nova população culturalmente distinta requer tempo e é dispendiosa. Entretanto, acreditamos que esta é a melhor e mais adequada maneira de garantir uma equivalência. Desta maneira, permite a coleta de dados em diversos países ou num mesmo país de indivíduos de culturas diferentes, evitando, assim, um viés de seleção.

Palavras-chave: Inquéritos e questionários, qualidade de vida, atenção à saúde.

Artigo Original

4 - Prevalência de asma e rinoconjuntivite por meio da aplicação dos questionários International Study of Asthma And Allergies in Childhood (ISAAC) e 22- Item Sinonasal Outcome Test (SNOT-22) em adolescentes de 13 a 14 anos

Prevalence of asthma and rhinoconjunctivitis using the International Study of Asthma and Allergies in Childhood (ISAAC) and the 22-Item Sinonasal Outcome Test (SNOT-22) questionnaires in 13- to 14-year-old adolescents

Ana Carolina Barreto Silva, MD; Maria Teresa Seiler, MD; Camilee Tostes, MD; Jorge Arce, MD; Rosemeri Maurici da Silva, MD; Marcia Margaret Menezes Pizzichini, MD; Angelo Ferreira da Silva Jr., MD

Braz J Allergy Immunol. 2016;4(1) :31-50

Resumo PDF Português

A asma e a rinoconjuntivite, isoladamente ou associadas, são doenças que interferem diretamente na produtividade e consequente qualidade de vida dos indivíduos, principalmente quando não diagnosticadas ou não tratadas adequadamente. A utilização de questionários já validados permite a comparação de resultados entre os diversos estudos que utilizem as mesmas ferramentas, em diferentes culturas e países, culminando no diagnóstico e tratamento precoce, e diminuindo, de forma significativa, a repercussão na vida dos sujeitos.
OBJETIVOS: Verificar a prevalência de asma e rinoconjuntivite em adolescentes de 13 a 14 anos, a associação com os domínios do questionário 22-Item Sinonasal Outcome Test (SNOT-22), e o impacto destas condições na vida dos adolescentes.
MÉTODOS: Estudo com delineamento transversal realizado por meio da aplicação de dois questionários, o International Study of Asthma and Allergies in Childhood (ISAAC), e o SNOT-22, em adolescentes com idade entre 13 e 14 anos, matriculados nas escolas das redes pública e privada da cidade de Florianópolis, SC, no período de maio a julho de 2012.
RESULTADOS: Do total de 2.558 alunos participantes do estudo, 67,1% era proveniente de escolas públicas, e 50,9% eram meninas. A faixa etária com maior prevalência foi de 13 anos completos. A prevalência de asma foi de 11,1%, e de rinoconjuntivite foi de 31%, de acordo com o questionário ISAAC. A associação entre essas duas doenças esteve presente em 4,5% dos adolescentes. A associação de rinoconjuntivite com sintomas nasais e sinusais, seguindo os domínios do questionário SNOT-22, demonstrou correlação significante entre todas as variáveis analisadas, revelando maior gravidade quando esta patologia estava presente. Em relação ao impacto que a rinoconjuntivite e a asma podem trazer à vida dos adolescentes, houve associação significante destas doenças com alterações de humor e diminuição da produtividade acadêmica e pessoal entre os jovens.
CONCLUSÕES: A prevalência de asma foi de 11,1%, e de rinoconjuntivite foi de 31%, havendo associação significante dessas patologias com alterações de humor e diminuição da produtividade acadêmica e pessoal dos indivíduos.

Palavras-chave: Asma, rinite, sinusite, rinoconjuntivite, qualidade de vida.

RELATOS DE CASO

5 - Shiitake mal cozido e dermatite flagelada

Undercooked shiitake mushrooms and flagellate dermatitis

Gilmayara Alves Abreu Maciel Pereira, MD; Leticia Arsie Contin, MD; Leandro Fonseca Noriega, MD; Marina Lino Vieira, MD; Alexandre Ozores Michalany, MD; Diego Leonardo Bet, MD

Braz J Allergy Immunol. 2016;4(1) :51-53

Resumo PDF Português

O termo dermatite flagelada refere-se a lesões apresentadas na pele, caracterizadas por pápulas eritematosas lineares, com aspecto de "chicotada". Shiitake é um cogumelo comestível que, quando ingerido cru ou mal cozido, pode induzir lesões lineares pruriginosas, podendo estar associadas a sintomas sistêmicos. Relatamos um caso com manifestações clínicas características e exame anatomopatológico que sugeriu eritema multiforme. A história clínica e exame físico foram fundamentais para a diferenciação das duas entidades.

Palavras-chave: Cogumelos shiitake, dermatite, alimentos.

6 - Síndrome de ataxia telangiectasia sem ataxia: relato de caso

Ataxia-telangiectasia syndrome without ataxia: a case report

María Claudia Ortega López, MD; Ágatha León Quintero, MD

Braz J Allergy Immunol. 2016;4(1) :54-57

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A síndrome de ataxia telangiectasia (AT) é uma síndrome complexa, com herança autossômica recessiva, de baixa incidência, que envolve múltiplos órgãos. É caracterizada por distúrbios neurológicos, ataxia cerebelar progressiva, imunodeficiência variável com susceptibilidade aumentada a infecções sinopulmonares, hipersensibilidade aos raios-X, telangiectasias óculo-cutâneas, predisposição para tumores, instabilidade cromossômica e altos níveis de alfa-fetoproteína. A maior parte das mutações identificadas no gene AT mutado (gene ATM) causam truncamento da quinase de ATM, responsável pela reparação de DNA e regulação do ciclo celular. Descrevemos paciente do sexo feminino de 8 anos de idade, de pais não consanguíneos, com antecedentes de infecções recorrentes, telangiectasia ocular, apraxia ocular, deficit de crescimento, sem outros sintomas neurológicos associados, marcha normal, e sem ataxia. A paciente apresentava níveis de imunoglobulinas IgA, IgG e IgE baixos, com o aumento da classe IgM, linfócitos T normais e níveis de alfa-fetoproteína muito elevados. AT relativamente leve foi suspeitada. Análise genética revelou a presença de duas variantes na sequência codificante do gene ATM. A primeira é uma deleção de um nucleotídeo na posição 3802 (c.3802delG), que resulta na síntese de proteína truncada (p.Val1268Xfs). A segunda variante é uma mutação homozigótica missense (c.5948 A>G), que no nível da proteína leva à substituição de asparagina (Asn) por serina (Ser) na posição 1983 (p.Asn1938Ser). O diagnóstico de síndrome de AT foi confirmado na ausência de ataxia, como uma apresentação rara da doença.

Palavras-chave: Síndromes de imunodeficiência, ataxia telangiectasia, ataxia.

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